No lado de fora de uma casa,
havia um senhor sentado em uma cadeira,
fumando um cachimbo
enquanto espreitava os passantes.
Uma baforada no cachimbo
e um aceno para gentes
que nem conhecia.
O intrigante é que
ali, no pé da calçada
havia um cachorro que possuía
todas as características do velho,
começando pela singularidade
de suas idades.
Não me surpreenderia
se o cão pedisse um trago ao velho.
Poderia perguntar ao velho
como foi sua vida
e qual foi a sorte que lhe trouxe o cachorro,
contudo, achei prudente
não abusar da sua aparente amistosidade.
Figurinha icônica.
Fui para casa
e resolvi lhe dar uma história.
Poderia dar-lhe uma vida
escrevendo uma passagem de fatos fantásticos
até aquele momento em que o levou à sua cadeira,
e se ele tiver dias o bastante,
eu poderia lhe dar uma cópia.
Ou simplesmente me apresentar
e perguntar como foi sua trajetória.