No Rio Canindé, em um lajeiro
Nossos nomes como nossas mãos
Que coroados por um coração
Dava-me sorriso quase inteiro.
Mas inteiro eu já não podia
Sentia-me metade dele sem ti
Do desenho que tanto nos via
E a minha boca só se movia
pra fazer a tua sorrir.
A correnteza arranhou a arte
E o tempo arranhou também
Sua voz desenhou tão bem
Um não com som de desastre.
Um não com cheiro de lodo
Molhado igual o meu olhar
Desenho é coisa de bobo
Meu nome, onde é que está?
Mãos humanas fizeram parte
E eu sei, porque não sou louco
No lugar do meu havia outro
O seu, igual, até mais novo.