Diga-me quanto vale o ouro do seu relógio,
Diga-me quanto vale a prata do seu cordão,
Pois, para mim, nada vale o seu bom coração.
Diga-me quais são suas propriedades,
Diga-me quantas cifras há em sua conta bancária,
Pois, para mim, nada vale a sua mão sempre solidária.
Diga-me o quanto a riqueza lhe confere status,
Diga-me o quanto a fortuna lhe atribui vaidade,
Pois, para mim, nada vale a sua humildade.
Eu me autodenomino Ser Humano.
Mas, para mim, o ser significa ter.
Com quem não tem, sou desumano.
Talvez eu ainda não tenha percebido:
Sou mais \"Ser\" do que \"Humano\".