Fábio Alves Leão

LUA SOLITÁRIA

Na imensidão do céu noturno,

A lua solitária se ergue e clareia

Como um farol pálido e sereno,

Guardiã das almas que vagueiam.

 

Seu brilho suave acaricia

As águas escuras do mar,

Refletindo toda a melancolia

Dos corações que anseiam amar.

 

Ela testemunha segredos,

Histórias sussurradas ao vento,

Enquanto os amantes perdem o medo

E buscam alívio para o sofrimento.

 

Assim como a lua, sou solitário

Um viajante sem destino,

Caminhando entre estrelas distantes,

Em busca de um abraço divino.

 

E na solidão da noite, pelo mundo

A lua e os corações se encontram sem pudores

Em um ballet silencioso e profundo,

Para compartilhar seus sonhos e suas dores.