Ela sempre parece forte,
mesmo quando está por um triz.
Aprendeu cedo a esconder
o que quase ninguém diz.
Tem o olhar meio distante,
carrega dentro uma cicatriz.
Não é fria por maldade,
só protege o que a fez infeliz.
Já chorou sozinha à noite,
já fingiu estar feliz.
Hoje pisa com cuidado,
não confia por um deslize.
Ela erra, ela tenta,
ela aprende e refaz.
Vai criando a própria raiz,
mesmo quando ninguém vê o que ela faz.
— Vís ?