Eu estive tão perto do distante
que quase me senti o próximo a ser chamado.
Eu estive tão perto, tão perto do longe,
que eu não fui ver onde dava o final.
Tão longe que o distante era perto.
Era ali… na minha vez.
Mas eu não entendia o meu nome,
eu lia, mas quando eu ouvia não era parecido.
Eu não conhecia esse nome,
mesmo sabendo que era meu,
assim eu esperei.
No cruzamento do meu ser,
diante daquela passagem,
vi que nada andei
e o fim ficava mais distante.
Mas longe do distante onde estive perto,
nem o nome que não era meu
dava pra ouvir mais.
O que mais incomodava
era meu silêncio em todo o percurso.
Por que eu não falei nada?