Palavreado difícil eles soltam
Para aos pequeninos sua grandeza mostrar
\"faculta-me este objecto perfurante aí ao lado?\"
E cantando felizes eles vão
Analfabetos intelectuais
Que pela linguagem cuidada optam
Quando em uma pacata periferia se encontram
Palavreado difícil eles soltam
Para o pauperrímo lexical se perder
Jubilosos cantam em contentação
Quando os moribundos estão em consternação
\"dotó, assim tomo como os comprimido?
Bem, tão logo o raiar do luminar maior, de forma deseada...\"
E cantando felizes vão
Mas então quem é o analfabeto?
É o pouco estudado que só quer aprender
Ou aquele que com anos muitos na carteira
ao outro não quer ensinar?
Esses, são analfabetos mesmo sendo intelectuais
Analfabetos intelectuais
Que embróglio ao iletrado causam
Quando palavras flamejantes lançam
E rompem juntas e medulas literácias
Que o pouco estudado possui
Esquecem eles que quem ensina, mais aprende
Só devem ser analfabetos,
Que mesmo na escola sentando, o amor esqueceram,
Das faculdades os diplomas receberam
Mas a cooperação ignoraram
E dos cofres das empresas os kitade roeram
E assm acompetição escolheram
Assim pensam eles
\"vão saber que estudei\"
Quando apenas causam confusão
Na cabeça do então analfabeto
Mas no fundo são eles os analfabetos mesmo sendo intelectuais