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Purgatório

Sem medidas, sem meios, sem esquivos, sem enrolação 
Direto no alvo, direto no coração, direto na alma 
Me fale benefícios, eu só vi malefícios, com alma cansada e a mente delirante 
Minha corda se rompendo, meus estômago se revirando, minha mente acordando, meu tempo acabando 

Eu escutei o uivo dos fantasmas durante a madrugada 
Com o frio na espinha, estive morno, estive frio, estive febril 
Levantei a cabeça, meu coração suspirou, a pele ressecada e a visão turva 
Serei posto a prova, serei a próxima vítima, aquele que não aparecerá no outro dia 

E quando você falou comigo, eu me senti vazio 
Perdido dentro da minha realidade, não tomei nenhum calmante 
O pagamento será feito, com suor, com o sangue 
O preço dos pecados, a fé pálida e sucinta 

Com o crucifixo no pescoço, não fui merecedor do teu amor 
Entre lágrimas amargas, eu vi a minha realidade e quem eu era
Dentro do meu crânio, eu senti cada arranhão fincando 
E nenhuma daquelas pessoas irá voltar, nenhuma irá te salvar 

Lembra-te, da tua infância, com a inocência imaculada 
Respingos de chuva, que não podem mais ser recolhidos 
Pelo bem de um futuro, é necessário extirpar o mal inteiro pela raiz, que seja, que passe pelo purgatório...