G. Mirabeau

MEU CADÁVER

O meu cadáver caminha pelas ruas

Como se ainda vivo...

E apesar dos cheiros e das vozes,

E apesar de movimento e cores

(Como se fossem apenas minhas flores...),

O meu cadáver já não sente as dores

Das certezas perdidas,

Das ilusões deprimidas...

 

O meu cadáver sabe muito mais que eu:

Não é a morte a dor...

Ë a vida!