Nunca fui o primeiro amor de ninguém
Na vida, somos os nossos próprios heróis
Será que ainda sou o amor de alguém?
Intimidade utópica sobre velhos lençóis
Uma parede invisível, que parece muralha
Cerca-me, sufoca-me, impede minha trajetória
Sobrevivo na inércia de uma exaustiva batalha
Quero escrever na mesma página nossa história
Sonhos perdidos, lágrimas inevitáveis
Atração igual flui como correnteza
Fantasia secreta, corpos penetráveis
Âncora imaginária para os braços da liberdade
Olhar frenético desnuda tamanha beleza
Quero um ser alfa de infinitas possibilidades