Teu nome escorre lento na minha boca,
como vinho proibido em noite quente,
e o silêncio entre nós quase sufoca
o desejo que cresce, impaciente.
Teu toque é chama em brasa escondida,
desenha caminhos na minha pele nua,
cada arrepio é uma porta proibida
que tua vontade invade e continua.
Respira perto — eu perco o controle,
teu calor me prende, me desfaz,
não há regra que esse fogo console,
nem razão que segure o que ele traz.
Nossos corpos falam sem permissão,
num idioma antigo, sem tradução,
onde cada gesto é provocação
e cada pausa… pura tentação.
E quando a noite finalmente cede,
fica o gosto intenso do que não termina —
um vício lento que a alma pede,
ardendo em segredo… na mesma rotina.