Mary Ferreira

Crônica Literária: Memórias Póstumas de um Verão Inesquecível

Verão de 2023… ou será que era outono? Gosto de pensar que era primavera. O sol estava radiantemente brilhante, como se brilhasse especificamente para aquele dia. Era final de semana ou talvez meio das férias — quem liga? Foi feliz, e é isso que importa.

Foi como aquelas cenas de filmes, ou aqueles fillers de anime: uma cena colorida do meu filme em preto e branco que se chama vida, que o vento tenta levar e o tempo apagar. O clima era bom; o vento gelado dançava com o calor do sol — um belo poema silencioso que ninguém além de mim via, palavras ocultas que ninguém lia, mas eu apreciava.

Amigos rindo juntos, a água da piscina transbordando a cada pessoa que pulava dentro dela, brincadeiras e danças lançadas ao céu, misturadas a risadas e notas de forró.

Momentos que gravei e hoje escrevo com saudade e nostalgia, com o calor da saudade no peito, de um tempo que não volta mais. Dedico as mais belas palavras, metáforas e referências para tentar alcançar aquilo que já se foi.

As risadas ecoam ao fundo dos vídeos, enquanto a professora dançava forró com uma aluna ao som de Barões da Pisadinha; a água respingava em minha câmera, enquanto, ao fundo, os meninos comemoravam a vitória em um jogo de sinuca.

Hoje, aquela lembrança é como um grande castelo de areia na minha praia de memórias, feito com todos os grãozinhos que guardam cada momento daquele ano. A nostalgia é o mar dessa praia, onde navego em um barco velho, na esperança de naufragar — só para sentir aquele tempo novamente.