Letícia Alves

Poema de Aniversário ao meu Amor ( de Pietro Henrique para Letícia Alves)

Perante a grande estrela outonal distante de nós,

E diante dos ventos cortantes e da queda das frondes,

Pode-se encontrar uma menina emaranhada em seus pensamentos,

Os quais à demonstram um outro mundo entusiasmado pelo encanto,

Onde o ser não fere a si mesmo e a virtude é perene,

Mas o peso do cosmo real fere o mundo onírico da menina-atenas,

Como se cada pétala caída fosse um cometa,

Porém essa decadência, por mais que a machuque, não a aniquila,

Tornando-a mais forte e preparada ao peso da aura,

Ao mesmo tempo que limita sua tempestade de olhos castanhos,

Todavia é importante que esse espírito de órbita interna jamais se limite,

Pois aquilo que da fulgor a estação âmbar é fruto de seu universo,

Que interpela um mar sem margens e o ilumina,

Transformando o frio invernal em um calento materno,

E essa vastidão azul iluminada se vê abençoado com tal consonância,

Onde a menina pode se vestir da doçura acalorada desse mar,

Vendo o cronos passar com um sossego de alma, vivendo um tempo kairós,

Desfrutando do cheiro marítimo e dos tons das ondas afrodisíacas,

Enfim, o astro-rei não está mais distante, demonstrando seu resplendor,

Os ventos se serenaram e as ramagens pararam de cair,

Os sorrisos da terra brotaram e demonstram sua formosura e perfume,

Onde agora a mulher e o mar se encontram ainda mais tecidos um ao outro,

Tornando-os, por fim, uma eterna profundidade viva.