“O amor é fogo que arde sem se ver”
Tal qual fora nenúfares de Monet
Das pinturas ao ar livre ou ateliê
O champanhe era servido de luva
Se bebia se pintava o sete na curva
E no livro de orelha se lia centenas
Histórias de Saara e da quarentena
Enquanto caia o doce som da chuva
Estou morrendo de tanta saudade
De alguém que viajara no Titanic
Só há Titãs da mitologia cientifica
Daquele naufrágio sem passaporte
São cenas não bonitas cenas fortes
Daquele mar um poço de bondade
Nas ondas crepitantes há fatalidade
A vida sucumbe naufrágio da morte
Começou a alugar, depois, a vender
Tal qual a luz do raio, estrela e luar
Ágeis como os piratas donos do mar
Que decidiam mudar antes da lavina
Sabendo que o mar nunca foi piscina
Que as ondas pulavam e quebravam
Como meninos brincavam e jogavam
Desciam pra baixo e subiam pra cima
Assim nós somos figuras de linguagem
Mesmo sendo difícil iremos em frente
Ancorado na gíria que atrás vem gente
Se procrastinar há algo que empurra
Mais que um sonho senha e aventuras
Mesmo machucado marchamos unidos
O bem-te-vi possui um canto conhecido
A asa da ave ajuda alcançar as alturas