Francisco Queiroz

Identidade sem nome

A chuva me lavou,

O vento me afagou,

E o Sol sorriu!

 

O magnífico Universo

Tem a mim fino trato,

Dele nunca me aparto,

Sou Dele o tato...

 

Liberdade!

Ó Vida sentida,

Liberdade!

Sempre Serena,

Sempre Mística!

 

Presente!

Ó Vida percebida,

Se do agora és,

És o Presente!

 

Mas me diga, quem está presente?

Quem atende o Chamado?

Quem do Amor está ciente?

 

Quando da carne me soltar,

Uma centelha de luz vou me tornar,

Então, de outras formas a vida vou tocar,

Até que um dia a carne não precise Retornar...

 

O nome será outro e de novo é novo,

Mas, não é pelo nome que somos amados!

E sim pelo que é, sutil e universal.

O verdadeiro Ser, que aos poucos é revelado,

É Ele quem atende o Chamado

 

Enfim, És a Liberdade de não ter idade,

A caminhada e o caminho para a Unidade,

A Alma, a sua única e verdadeira Identidade...