sangue em tinta

Maldição do primeiro amor

Você insiste em voltar,

perpetuamente me machucar,

eu me prometi

que não cairia na conversa

de alguém que quase quebrou minha vida,

cessou minha alegria.

Se precisar ser feliz,

então serei sozinho,

cansei de espinhos.

A poesia me matou,

ou então me libertou?

Óh maldição do primeiro amor,

por que não me deixa viver sem dor?

Usufruir do meu calor?

Por que traz de volta o rancor?

Eu encontrei minha paz,

por que não me deixam mantê-la?

A solidão que se almeja

é a mesma que terá quando perdê-la.

Óh sentimento de tristeza,

quando se apagará sua beleza?