Se o desencanto d’Alma se perdesse
Por entre os desenganos dessa vida
Eu não seria assim flor esquecida...
No jardim do céu quando morresse!
Se os canteiros da saudade minha
Crescessem garbosas suas ramagens
Não haveria em mim essas imagens...
Tão tristes quando estou sozinha!
Quando fito o firmamento azul-celeste
São nuvens esparsas que me deste
Em minhas mãos vazias e estranhas;
Quem sabe desse amor que se perdeu
São flocos de neves que o luar me deu
Em rimas de esperanças nas montanhas!