Vilma Oliveira

DESENCANTOS D’ALMA

Se o desencanto d’Alma se perdesse

Por entre os desenganos dessa vida

Eu não seria assim flor esquecida...

No jardim do céu quando morresse!

 

Se os canteiros da saudade minha

Crescessem garbosas suas ramagens

Não haveria em mim essas imagens...

Tão tristes quando estou sozinha!

 

Quando fito o firmamento azul-celeste

São nuvens esparsas que me deste

Em minhas mãos vazias e estranhas;

 

Quem sabe desse amor que se perdeu

São flocos de neves que o luar me deu

Em rimas de esperanças nas montanhas!