Carolinda

Ode ao meu Primeiro Amor: J.H.

Parafraseando o grande poeta Chorão:

“Eu não sei fazer poesia… mas que se foda.”

Eu amei cada detalhe seu:

Seu maxilar quadradinho, o olhar cínico, o sorriso meio adolescente, meio malicioso e o fato de ainda usar aparelho.

Eu amei o jeito que você me olhava, me tocava, me tarava, como me comia no meu carro e até mesmo quando só dirigia.

Eu amei o fato de que, quando eu estava com você, parecia que só a gente existia, mesmo quando a gente estava conversando na rua e todo mundo nos via.

Eu amei quando a gente dividiu um chaveiro, todas as vezes que dormimos de conchinha e todos os lanches na birosquinha.

Eu amei o tanto que eu ri, toda a sua alegria, muito mais a sua energia.

Eu amei tanto você que te guardei numa caixinha e fiz de você um segredo por medo da maldade alheia destruir o que a gente tinha.

Eu amei tanto você que, quando você foi embora, pensei que fosse enlouquecer e, mesmo assim, foi impossível te odiar; só consegui te desejar tudo de melhor que eu tinha.

Eu amei tanto você, simplesmente por você ser você, e mesmo seguindo em frente, nunca consegui te esquecer.

Eu amei mais ainda escrever esse poema cafona, que me ajudou a perceber que, apesar de não ter te esquecido, só faltava expor tudo isso pra me libertar dessa saudade que às vezes bate de você.

 

— Fragmentos de Mim