Te quero no ritmo lento da noite,
no calor que teu corpo provoca em mim,
teu toque desliza, sem açoite,
mas acende um desejo sem fim.
Teu olhar me prende, me chama,
me envolve num jogo sem voz,
e cada centímetro que te aclama
é um passo mais perto de nós.
Tua mão desenha caminhos em mim,
como quem já sabe onde quer chegar,
e eu me perco, gostando assim,
no jeito que tens de me provocar.
Não digo tudo, mas deixo sentir,
no arrepio que insiste em ficar,
no quase beijo que faz sorrir
antes mesmo de se entregar.
E quando enfim nos rendemos ao toque,
sem pressa, sem medo, sem razão,
é mais que desejo — é choque,
é pele chamando outra mão.
Se amar é esse jogo ardente,
de entrega, de risco, de chama,
então fica — vem mais pra frente,
e me prova que também me ama.