Lesy Williams

Imperfeita perfeição

A primeira vez que te conheci,

 mais me soou como um flash de ilusão.

 Não reconheci a tua importância,

tal como um sol morno de Verão.

 

Lamento não ter interpretado devidamente os sinais;

Estive demasiado ocupada com ideais.

Que a cegueira só permitiu

aprofundar-me em perímetros de desespero.

 

Hoje escrevo alavancada por uma fé sem precedentes,

 louvável para atormentar incultos e impulsionar inocentes,

A semear e a cultivar uma nova verdade.

 

Fui obrigada a censurar-me na solidão,

a reduzir e a queimar os intuitos do meu Ego;

Queimando e se contorcendo até reduzir ao Pó,

a definhar em lume brando, na temível Combustão.

Vi-te a encarar me ao longe

aproximando-te de fininho…

Baixei a guarda e despi o meu fato de monge-ermita,

revelando ao mundo tudo o que apossava em meu Ninho.

 

Apenas fechei os olhos sem embaraço,

 embalando-me no meu merecimento inato

 e renascendo-me em tudo o que parecia escasso.

Felizmente que o meu coração ainda permanece intacto.

 

Intacto porém, cansado de combater milhões de batalhas,

sempre à espera de receber irrisórias medalhas.

Quando tudo o que mais desejava,

bombeava em mim num ritmo compassivo e exato.

 

Hoje te vejo a sorrir para mim e de braços abertos;

 Soluço a implorar a tua misericórdia e o teu perdão.

 Mas só podia ser mesmo TU

a compreender-me na íntegra e na Imperfeita Perfeição.

 

Contigo descobri que os amores são construídos

 em bases sólidas de rejeição;

Que tudo o que deixei para trás,

nada foi em vão.

 Que apenas necessitava de alargar,

os parâmetros da minha imponente Intuição

 

 

Entre o Sono e o Sonho me estendeste a mão,

por entre promessas de amor-eterno,

me sucumbi na rendição.

Faminta por amor à procura de respostas,

 num dia de Sol do Inverno

 

Amas-me mais tu ou amo-te mais eu?

Sussurras em meu ouvido,

“O amor não é uma competição.”

Num tom eloquente te questiono,

O que é que pesa mais?

As Amplitudes da Emoção ou os Algoritmos da Razão?