Esther Porfírio

Vulnerável, é tú!

Quando tô nu, é tú 

Quando tudo que encosto é cru

É tú 

Quando a água - fria ou quente - me envolve em sua corrente

Tú é tudo que não fica para trás 

Quando beijo o desespero

É para você quem quero contar os meus medos

Quando meus braços estão abertos

É você quem eu espero

Quando o sol bate em minha pele

Tú é a queimadura que permanece 

Quando a lua se despede 

Eu penso se chegou o dia em que você permanece.