O expediente se fecha em silêncio,
como folhas caindo devagar.
A quarta-feira de outono suspira
depois de mais um dia a passar.
O sol se despede mais cedo,
com luz dourada e tom sereno.
E o vento frio, meio tímido,
já anuncia um tempo mais ameno.
Os passos saem menos apressados,
o corpo pede descanso e paz.
A mente ainda cheia de tarefas,
mas o coração já desacelera atrás.
Há um cansaço bonito no ar,
daquele que vem de quem tentou.
E junto dele, uma leve esperança
de tudo que ainda não terminou.
Final de expediente é assim:
não é fim, é pausa pra recomeçar.
E no meio do outono da semana,
a vida ensina a saber parar.