Marieta Leonor
Mãe de joão o pescador
Pr\'ela própria pesca a dor
Vivendo nas heresias
Na carne tão vazias
Namorava mil por noites
Aceitava seus açoites
Pra ganhar a cada dia
O seu pão e sua vida
Pescando joão pensava
Pensando em vão amava
Pescou com a mão milagre
muitos peixes sua vara
Pensou então seu agre
Com um doce enganar sara
E caiu feito patinha
Em seu colo jaguára
Mas como peixe em sua vara
Ele a deixou por outras Saras
Sara ficou com o fruto
De um engano e desengano
Chorando pela mama
Mas a mama o deixou na mão
Não quis risco compromisso
Que era pra ser também de joão
Dito isso o orfanato
O adotou sem o seu dote
O menino tão dotado
Impedido por \"não pode\"
Quando pudera vazar
Sua sorte e seu azar
Gente grande desonesta
Resolveu desatinar
Em seus mundos tão pequenos
Brilha drinque e bilhar
Bandido dinheiro
\"Maneiro!\"
Assim traía seus parceiros
Roubou tudo de seu Jorge
Que ficou com nada e raiva
Raiva nada faz com quem fica
Então assim continuou
Família dele se cansou
E desonesto ele também ficou
E deu guerra nessas ruas
Sobre a forte luz da lua
E sobrou-se os seus pedaços
Engolidos pelos pássaros
Que nada com isso tinham haver
E o rei dos reis vistoso chegou
Vez por vez todos olhou
Pois não era merecida
Desses ditos a vida
Marieta não viveu
O joão ficou sem sara
A sara ficou sem filho
O orfanato sem propósito
E seu filho sem dinheiro
O seu Jorge ficou sem nada
Como todos prisioneiros
Por isso digo eu
Que a maldade nunca para
E a Deus me humilho
Pra encontrar o meu propósito
Para eu dele ser herdeiro
Sem ter que ter vida cansada
Sendo p\'routros traiçoeiro