Tayná

Vingança em jogo

No tabuleiro da vida, sangra o chão,

máscaras frias velam a razão.

Infância e dúvida em colisão,

sonhos afogados na ambição.

 

Pés descalços, correm por querer,

num jogo cruel, sem obedecer.

Quem mente mais pra sobreviver?

Num mundo onde até amar é se perder.

 

O verde dos trajes não traz esperança, 

só gritos calados na última dança.

Corações partem, sem lembrança,

no teatro cruel de fria vingança.

 

Mas...será que um gesto pode quebrar,

o ciclo onde o ouro insiste em mandar?

Talvez a morte, a nos chamar,

seja a ilusão que o jogo quer mostrar.