No tabuleiro da vida, sangra o chão,
máscaras frias velam a razão.
Infância e dúvida em colisão,
sonhos afogados na ambição.
Pés descalços, correm por querer,
num jogo cruel, sem obedecer.
Quem mente mais pra sobreviver?
Num mundo onde até amar é se perder.
O verde dos trajes não traz esperança,
só gritos calados na última dança.
Corações partem, sem lembrança,
no teatro cruel de fria vingança.
Mas...será que um gesto pode quebrar,
o ciclo onde o ouro insiste em mandar?
Talvez a morte, a nos chamar,
seja a ilusão que o jogo quer mostrar.