Ao romper da aurora, as vassourinhas entonam suas rotinas.
Entulhando seus minguados sonhos.
Amealhando horas de labuta em busca de liberdade.
Vestem rosas ou lilás sobre negras peles.
No podar das flores que suaviza o ambiente.
O amarelo dos ipês adornam seus carapinhos.
À noite, ao cair da ribalta
Fecham-se as cortinas.
Para um novo ato.
E seus sonhos se fazem franzinos.