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O ônibus, menino.

A janela!

O vidro!

O que aconteceu, doce menino?

E os raios refratários que incidiam em suas ideias?

Foi o vidro? O vidro é o mesmo, pobre menino.

O Sol? O Sol permanece constante, não obstante os instantes gritantes.

É que, menino, o ônibus nunca acompanhará o seu ritmo. Menino bobo, menino ríspido.

A subjetividade toma contornos perigosos com o passar da idade.

É que você, envolto na coletividade, foi imputado a imputar, caro menino.

Veja: há muita gente no ônibus.