O Sol brilha forte, dono do dia,
mas guarda em si doce melancolia.
Sonha com a Lua, distante no céu,
Num amor calado, puro e fiel.
A Lua reluz em prata e saudade,
Vaga sozinha na imensidade.
Sabe que o Sol jamais vai tocar,
mas vive por ele a iluminar.
Num raro encontro, tudo silencia,
o céu se curva em pura harmonia.
Sol e a Lua, num breve enlance,
mostram que o amor também vive na face.
Mesmos distantes, brilham com ardor,
e o mundo gira em torno do amor.
Pois quando é real, mesmo sem união,
o amor persiste no coração.