Tem coelhos devorando minha cabeça.
Eles pulam de um lado pro outro
E não luto, eu celebro
Cada mordida que sinto no meu cérebro
Dos pequenos coelhinhos.
Eles se reproduzem na mente como pragas,
Ocupando cada lugar aqui dentro
E quando sinto que não há mais espaço
Os coelhos começam
A devorar sentimentos.
Eles mastigam o amor, comem meu ódio
E não sobram nem lágrimas para chorar,
Mas sobra uma casca vazia
Da qual eles saltam fora
Para aí sim escolherem deixar
Em paz.