Nos olhos dele
havia um desejo ardente,
não pelo meu exterior… não, nada disso.
Ele desejava minha alma.
Vi nele, por mim, um profundo afeto,
do qual, indescritível,
pude sentir meu ser chamando por ele,
por esse tal amor,
como se dissesse: “é isso… isso e nada mais.”
Minha alma morrerá se eu não o tiver.
Tu a cativaste; agora te tornarás responsável por tal fascínio.
Se um dia esses olhos de amor incessante me deixarem,
morrerei… sim, morrerei,
pois tu te tornaste tudo para mim.
Estou tomada por tal afeto esmagador que causaste.
Se minhas pálpebras se fecham,
não enxergo outra coisa senão a ti.
Se caio em sono profundo, tu me visitas.
Estou cercada de ti.
Nenhum instante me deixas —
e isso me leva à beira da insanidade.
Agora te tornarás inseparável de minha pessoa.
Foste tu, primeiro,
que me tomaste para si.