A eternidade guardada dentro de uma alma,
pintando, aos poucos, o que sobrou da vida,
manchando e destacando as unhas de vermelho,
enaltecendo e, ao mesmo tempo, reprimindo, a pele ao redor do cabelo.
Controlando e brincando,
com a sede que nenhum vinho satisfaz,
beijando vivos,
enquanto ela mesma putrefaz,
recebendo através do outro
a visita indesejada,
e então seguindo,
sem mais ter um destino,
pois apenas o que é vivo…