Dor?
Por que não senti-la?
Por que odiá-la?
Se é ela quem pulsa
no silêncio do peito,
lembrando que ainda há vida
onde tudo parece desfeito.
Dor é vida,
é chama que insiste em arder,
é o grito calado do corpo
dizendo: você ainda pode viver.
Ela te rasga, te molda,
te quebra e refaz devagar,
é o peso que afunda o peito
e a força que ensina a nadar.
Esconda-a ou exponha,
não muda o seu lugar,
ela sempre estará contigo,
te chamando de volta a existir,
te ensinando, mesmo em silêncio,
o que significa viver.