Tayná

Versos ao 12 de Junho

Na praça singela, num barco esquecido,

Sentei-me a observar o amor repartido.

Casais entrelaçados, num doce vaivém,

como se o mundo só girasse apenas por quem tem alguém.

 

Um riso trocado, um toque de mão,

promessas sussurradas em plena estação.

E eu, qual barca sem vela, num mar tão sereno,

aguardei, em silêncio, o sopro do pleno.

 

Não, não lamento minha ausência de par,

pois há beleza até mesmo em só observar.

Mas trago comigo um verso guardado,

um nome sem rosto, um destino adiado.

 

Quem sabe, no próximo doze de junho, 

meu nome repouse na curva de um punho.

Num bilhete singelo, num gesto gentil,

no olhar de alguém que me chame: \"meu abril\".