De um buraco
De outro buraco
Que sempre levava
Ao primeiro buraco...
E quanto mais alto
Mais ia p’ra baixo
No mesmo lugar!
Cai no espaço
Por entre as fendas
De todos os passos,
De todas as lendas!...
Por entre o regaço
Da Louca Esperança
Formado com o aço
De todas as lanças,
Retorto nos nós
De todas as tranças,
Exposto na voz
De tantas crianças!...
Sai de um laço
De um laço
Que se laçava
- Em outro laço!
E mais se puxava
Mais solto ficava,
Sustentando o dia
Da velha partida...
E se emaranhava
Na falsa ousadia,
Nas vidas perdidas,
Nas sombras imprecisas...