Com seu nome na mente, eu deito;
com ele, me levanto.
Ando por essas ruas
que compartilho com você
e outras centenas de pessoas.
Me pego pensando:
nunca vamos acabar nos esbarrando?
Mas como seria?
Um olhar cúmplice,
um sorriso forçado,
talvez um cumprimento qualquer, ou você me evitando.
Com seu nome na mente, eu paro;
com ele, sigo em frente.
Te espero nas esquinas,
do outro lado da porta,
em qualquer loja.
Fico pensando:
e se não for só você que eu vou encontrar?
Pode ser com ela.
Como meu coração vai ficar?
Fico pensando.
Essa ferida
precisa fechar.
Preciso lembrar
de esquecer seu nome
quando me deito
e também quando me levanto.