Cabe na ponta da língua.
Cabe no laço do braço
Espera-se vir da família
É quase como um pé descalço
Vemos corpos indigentes
Pessoas se dizem crentes
Subterfúgios a nossa frente
Por que tem que morrer tanta gente
Saudade, eu não me visto
Empatia, está fora disso
Ódio, já é meu vício
Costuma ser sempre comigo
Vermelho eu travo
Mais uma palpitação
Vermelho eu calo
Há vários monstros na multidão
Minha paciência escorre
Para onde o girassol vira quando chove?
Pura nem a água que bebo
Qual o motivo de eu ter acordado mais cedo?
No denso aconchego de suas ofensas.
Mal lembro quando perdi minhas presas.
As barras póstumas a minha frente.
Não me impedem de lembrar do que era quente.
Tentam alvitrar pecados
Se alimentar dos fracos
De mim só sobrou cacos
Junte todos com um abraço