solidões eternas em vidas efêmeras.
dividimos angústias na tentativa de não nos perdermos uns dos outros — ou de nós mesmos.
sinto-me condenada a existir comigo por uma vida inteira.
tento, insisto, falho.
a solidão permanece.
dói sustentar esse peso enquanto a vida passa diante dos meus olhos,
como se me oferecesse uma única chance de não me perder.
e, ainda assim, me perco tantas vezes que já não reconheço o caminho de volta.
sou uma alma sem remendo,
uma dor que não cessa,
até que a própria vida se esgote em mim.