Flor que és
Das cores flores,
Síntese de tantos e infinitos
Amores que te quero!...
Fizeram-te Lua,
Permaneces Nova...
(As minhas mágoas – só? –
Tornam-te Cheia?...).
Podes viver no cheiro da Terra,
Podes viver as Eternidades todas,
Seguir o próprio rastro
Nas dimensões inacabáveis,
Conhecidas e desconhecidas...
Sempre retornarás aquém das emoções,
Além do ressoar dos tempos
A ressoar além dos tempos...
Nada haverá como te quero!
Não ansiar-te-ão as taças
Com a candura que venero!
Nada tão tenso tocará teu coração
De não morrer indiferente
Ao meu na tua mão...
Nunca outros sexos
Orvalharão amores
Nem a vida exalará
Seus míticos odores
Como seria...
Ou poderia ser!...