G. Mirabeau

FLOR DA COR

Flor que és

Das cores flores,

Síntese de tantos e infinitos

Amores que te quero!...

Fizeram-te Lua,

Permaneces Nova...

(As minhas mágoas – só? –

Tornam-te Cheia?...).

 

Podes viver no cheiro da Terra,

Podes viver as Eternidades todas,

Seguir o próprio rastro

Nas dimensões inacabáveis,

Conhecidas e desconhecidas...

Sempre retornarás aquém das emoções,

Além do ressoar dos tempos

A ressoar além dos tempos...

 

Nada haverá como te quero!

Não ansiar-te-ão as taças

Com a candura que venero!

Nada tão tenso tocará teu coração

De não morrer indiferente

Ao meu na tua mão...

 

Nunca outros sexos

Orvalharão amores

Nem a vida exalará

Seus míticos odores

Como seria...

Ou poderia ser!...