A ocorrência mais usual na vida do poeta
É aquela de buscar pela palavra certa,
E encontrá-la na simplicidade perdida
De mais um ordinário e precioso dia.
Emaranhada nas incertezas de uma escolha,
E medida para toda a sua especificidade,
Cabendo num canto preparado da folha,
Quase numa espécie de sensação de vulgaridade.
Entretanto, esse é o exercício criativo:
De perder e encontrar-se de repente,
Atribuindo a velhas experiências novo sentido.
Essa arte, meu amigo, é deveras bela,
Ainda mais por apenas no tempo eu ser crente,
Já que ele sempre repousa suas ideias em minha janela.