Maiza Chagas

Catando Papel no Vento

Catando papel no vento! 

No meio do asfalto, onde
o mundo corre apressado,
Ela dança um passo leve, descalça de preocupações.
O vento sopra forte, espalhando as folhas de um passado,
Mas suas mãos não tremem diante das provações.

Cada papel que voa é uma história que se refaz,
Um rascunho de dor que o tempo decidiu levar.
Ela já sentiu o peso do cansaço e a falta da paz,
Mas aprendeu que, para colher, é preciso confiar.

Não é sorte, nem acaso, é a mão que sustenta,
É a certeza de que o celeiro nunca ficará vazio.
Pois mesmo quando a tempestade no horizonte aumenta,
Ela aquece a alma no fogo da fé, longe do frio.

Iluminação Seu olhar mira o alto, onde a provisão é infinita,
Firmada na promessa que o tempo não pode apagar.
Pois se \"o meu Deus suprirá cada necessidade dita\",
Ela segue sorrindo, pois sabe que nada irá faltar.

Pelos caminhos da glória, em Cristo, ela se refaz,
Pois quem tem o Rei, tem a riqueza que o mundo não dá.
Catar papel no vento é o seu modo de celebrar a paz,
De quem sabe que o Pai, amanhã, também cuidará.

Maiza Chagas