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Pra onde fugir

Seus olhos olhando pros meus.

Sua pele tocando na minha.

Sua língua encostando na minha.

 

E só você chegou aqui.

 

Seus olhos,

sua pele,

sua língua.

 

Você.

 

Por que nessa correria do dia a dia,

você vai virando memória,

enquanto eu vou virando presente.

 

E nesse turbilhão de sentimento,

o amor se perde,

pensando se ainda tem lugar pra ficar.

 

E não é culpa minha.

E não é culpa sua.

É culpa nossa.

 

Nossas ações,

nossa vida.

 

Ela já não trilha no mesmo caminho.

 

E parece certo separar.

Parece correto ir embora.

 

Eu sinto até certa paz.

 

Mas eu não quero.

 

Mas sou eu que não vejo

pra onde fugir,

a não ser pros seus braços.