Notas, eu me avisei, documentos, misturados com papéis
Com o olhar fixo, estive despencando no vazio
Sem aprendizado, sem entender, sem perceber
Quando fechar os olhos, talvez estarei em outro lugar
Quando a mão perder a força, enquanto a cabeça pender
Talvez eu vá ficar sozinho, talvez eu sempre estive sozinho
Não se trata de dinheiro, fama, ou qualquer outra coisa
É que nunca entendi o significado da minha cruz
Pingando traços de energia, tudo um dia vai acabar
Nos olhos marejados, tentei recuperar algo perdido
E quando esse sonho acabar, o sol do amanhã irá aparecer
É verdade, ao menos uma vez não quero fugir
No fundo do mar, com alma afogada
Quem esteve lhe puxando para baixo? Sua própria culpa
Não vou voltar, depois daqui, vai ficar ou pular de cabeça no abismo?
Nesse ciclo banal, onde foi parar sua razão? Você nunca fez sentido
Fim da linha, onde você foi parar?
No meio da linha férrea? Esperando o trem passar por cima?
Decida para onde vai e o que vai fazer, o único que pode te fazer sair do mar sempre foi você mesmo...