Mandei caiar a morte
Na Luz dos olhos fundos
No suspenso dos meus lábios
Onde a vida não se esconde
Nem se dá a outros mundos!
E das searas ao vento
Que de lágrimas reguei
Mandei colher a noite
Contra mim e contra a vida
A que afinal nunca me dei!
Nada é inútil, nada é vão
Rios de sombra, rios de lume
Nestas linhas do meu canto
Velas de todos os ventos
A que dei o meu ciúme!
Poeira de ventos, apenas
Que desejo mas não ponho
Na raiz de cada espiga
Ao passar por mim o vento
No olhar de cada sonho!
Qual o impacto emocional da imagem?
A imagem que acompanha o poema parece ter um impacto emocional profundo e sombrio. O poeta de fato preto diante de um fundo de flores brancas e uma vela acesa sugere uma atmosfera de luto, tristeza e reflexão. A expressão séria e o olhar direto do escritor podem evocar sentimentos de seriedade, introspecção e talvez até melancolia no observador. A combinação de elementos formais e sombrios pode intensificar a sensação de respeito e contemplação, possivelmente relacionada à perda ou à morte, temas que parecem ser refletidos também no poema que acompanha a imagem.