Nas curvas da noite, o silêncio se parte, Um grito de luz rasga o véu da cidade. O azul intermitente é a pressa e a arte De buscar a vida em sua fragilidade.
O som da sirene é um eco que insiste, Um pulso apressado no asfalto frio. Onde a dor se demora e o medo persiste, O metal se torna um abraço macio.
Lá dentro, o tempo se torna oração, Mãos que sustentam o que o fôlego traz. É a esperança na escuridão, O brilho do auxílio que não se desfaz.
Seja no rastro da via expressa, Ou no beco onde a sorte é escassa, A ambulância é o sinal de que a vida tem pressa, E que, mesmo no escuro, o socorro não passa.