Tibieza, estado de alma,
Entre o fogo e o gelo, um limbo,
Onde a paixão se esvai, e a indiferença se instala,
Um vazio que consome, sem saciar.
É o crepúsculo da vontade,
O entorpecimento da alma, que se rende,
Às correntes da mediocridade, que a prendem,
E a impedem de voar, em liberdade.
A tibieza é a morte lenta,
Do espírito que se apaga, sem luta,
É o silêncio que precede, a grande queda,
A renúncia ao sonho, a abdicação da vida.
Mas é também, um chamado,
À reflexão, ao exame de consciência,
Um convite à busca, da chama que arde,
E ao resgate da paixão, que nos faz viver.
Pois é na tibieza, que se encontra,
A oportunidade de renascimento,
De reacender a chama, que se apagou,
E de encontrar o caminho, que leva à vida.