(Lucien Vieira)
Ouso, no entanto, me abster
dos méritos convencionais
que envolvem os festejos
da tal “plena inteligência”,
da hiperconectividade moderna
— além, é claro, de suas distorções.
Posiciono-me, portanto,
apenas no pequeno alcance
do que entendo
de sua fundamentação.
Contrariando o senso comum,
Percebo, sim, este momento
como sendo propício
para contemplarmos
o nosso entorno —
e o dos outros.
E, de forma abrangente,
sob o domínio de tranquilidade,
da fé, do amor...
aceitarmos o revelar-se
das ponderações.
Um exemplo simples,
mas significativo,
seria situarmo-nos
sobre o questionamento:
O que hoje me sustenta?