Luiz CM

Mãos de Porcelana

Incerta entre nós, neste palavrear
Revela-se a ausência de domínio,
Irracional flor a esvair todo o seu ar,
Prestes a te arrastar ao surreal delírio.

Mesmo quando estivermos à mercê,
Mesmo quando nos falhar o carinho,
Não se preocupe, pois eu e você
Não ficaremos jamais sozinhos.

Ao ouvir o chamado daquele que te retira,
Siga fiel à ardência que em mim você mira,
É nela que reside a sua cobiçada companhia;

Visto que anseio te ter por perto,
Assim me perco e te liberto
Por essa nossa fantasia.