#O Pêndulo de Abril
Claudio Gia, Macau RN, 07/04/2026
?A coroa cai ao solo com o peso do cansaço,
Onde o trono se desfaz, nasce o herdeiro criança.
Em mil oitocentos e trinta e um, o laço
Da velha Europa se rompe em esperança.
O grito de outrora silencia no cais,
Enquanto o Império busca novos rituais.
?Mas o mundo gira e a saúde vira prece,
Em quarenta e oito, a cura se organiza.
A vida é o bem que o homem mais merece,
Num pacto global que a alma humaniza.
Entre estetoscópios e o zelo do cuidar,
O sopro da existência volta a pulsar.
?Porém, a memória também guarda a ferida,
Onde o sangue de Ruanda manchou o amanhecer,
E o eco de Realengo, em escola interrompida,
Nos força a olhar o que o ódio pode fazer.
Transformamos o luto em escudo e vigília,
Pelo fim da violência que fere a família.
?No meio de tudo, a caneta e o olhar atento,
O jornalista traduz o caos em clareza.
É a voz que enfrenta o rugir do momento,
Buscando a verdade com firme destreza.
Sete de abril: o dia em que o tempo se explica,
Pela dor que ensina e a luz que fica.