Coutinho

A última taça de vinho

Bebemos um pouco, o álcool subiu rápido! 

A conversa foi curta, porém definitiva. 

Ela partiu! 

Junto com o último gole de vinho… 

Lembranças recentes de um “quase amor” … 

Fardos tirados de um amor solitário, 

a noite parecia não ter um fim 

Ao quão ridículos chegamos quando a embriagues fala mais alto? 

O que foi dito jamais poderá ser esquecido,  

Se ela ao menos fosse sincera… 

Ela partiu!  

E consigo levou o incomodo, a culpa e o arrependimento. 

Estará ela fardada a uma vida medíocre sem amor?

Se ao menos se amasse… 

Até onde se pode chegar?

Tudo porque não consegue aguentar a solitude. 

A sarjeta parece tão confortável agora… 

Parece sempre faltar alguma coisa, nada nunca a completa.

Vai sempre atrás de migalhas de amor? 

Mais uma história não terminada escrita no seu caderno de fracassos: 

Querido diário, amor 35… não foi desta vez, quem sabe na próxima…” 

Um cigarro cairia bem agora! 

Hum! Mas eu não fumo. 

Isso me lembra Charles Bukowski.