Verde verso,
Para verdes só vos peço:
É preciso ver de verso,
Ver de dentro,
Ver de perto...
Verde lago,
Já me apresso a ver de onde recomeço
Navegar entre estes vales
E beber de teu regaço
O vinho desesperado
Das uvas que mesmo faço
No confim dos desamados...
Verde verso,
Só te peço
Ver da alma
O tempo e a estrada
À casa desabastada.
(Lamenta da madrugada
Os dias que levam a nada!...)
Verde verso,
Te confesso
Meu tempo degenerado,
Meus versos desesperados,
E as noites capturadas
De luas cumpliciadas
A desesperos confessos...