Oswaldo Jesus Motta

E depois?

Não são ponteiros de um relógio

— seguem

um abraço desarma

sem foguetes

um beijo

roça e acende

há mãos que avançam

mal sabem

guardam toques

sem nome

o tempo não passa

porta entreaberta

lua caída no chão

quando nada responde

não é vazio

é parada

(aprendi tarde)

e mesmo assim

estou

não por quem chega

mas por isso

que em mim

não se completa